a gaveta do paulo

[2005 - 2026]

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXIV)

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O céu sentia-se sozinho. Por vezes, olhava o mar; e, vendo-se ali reflectido, podia tentar acreditar que estava perante outro céu. Claro que...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXIII)

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Estou aqui por causa de uma música. O problema começou num dia em que regressava do trabalho e a ouvi no rádio do carro; fiquei aparvalhado ...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXII)

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Estava quase a adormecer quando uma mosca começou a rondar. Enervou-se com o incómodo, pôs-se em posição de ataque, desferiu a pancada, mato...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXI)

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Ele sabia. Poucos sabiam, e ele era um deles. De noite, enquanto dormia, a alma saía do seu corpo, como se fosse dar um passeio. Isso das al...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LX)

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Reunidos em congresso, os cientistas debatiam sobre quais poderiam ser as melhores formas de alcançar a imortalidade na espécie humana. Toda...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LIX)

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Sempre se habituara à divisão clássica e consensual que prevalecia há milénios: havia verdade e havia mentira. Mas há muito que desconfiava ...

Uma peça para rir

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NMNM apresenta: (uma peça para rir) JÁ EXPERIMENTASTE AZEITONAS? (começa mal, que o título não tem graça)

Dançar, mas não muito

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Livraria Arquivo, 26/06/2026. Set Nem Marias Nem Manéis.

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LVIII)

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Hoje vi dois pássaros entretidos num voo. Às voltas pelo céu, um à frente e outro atrás, para cima e para baixo, com grandes piruetas e zigu...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LVII)

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O escritor divaga sobre a importância de encontrar um sentido para a vida. Fala de forma apaixonada e convicta, completamente seguro do que ...

Alegorias anti-fascistas

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No Jornal de Leiria (edição em papel e online ).

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LVI)

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Ao fim do dia sentava-se no velho cadeirão, ao lado da sua árvore preferida, e contemplava o horizonte longínquo. Nunca se cansava de olhar,...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LV)

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Toda a gente pensa que a sua obsessão enquanto arquitecto é conceber paredes perfeitas que impeçam que o ruído do mundo entre numa determina...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LIV)

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Era uma planta muito jovem quando chegou àquela casa. Colocaram-na à beira de uma janela, onde se habituou ao excesso de luz. Nem sempre a r...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LIII)

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O relatório do técnico é claro: "O planeta é dominado por uma espécie execrável. Vão produzindo umas inovações que consideram muito ava...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LII)

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Por vezes, tudo o que o oceano deseja é sossego e tranquilidade; parar um pouco. Mas a lua não deixa.

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LI)

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Era uma vez uma pessoa que decidiu adoptar um cão. O cão instalou-se e logo adoptou uma árvore que vivia no jardim. A árvore não se importou...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (L)

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A estrela decidiu dormir uma sesta. Quando acordou, o minúsculo e longínquo planeta que gostava de contemplar quando acordava (tinha sonhos...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (XLIX)

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O homem e a mulher viviam naquela caverna há muito tempo. Aborreciam-se um pouco, assim sozinhos. Certo dia, um deles começou a emitir um so...

As saudades não te impedem de voar

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Companhia Nem Marias Nem Manéis em parceria com Associação Hirundo Fotografia de cena: Cristina Vicente

Pelo contrário

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Saudades

Mexe o cu, que a liberdade não se faz sozinha

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Fotografia: Cristina Vicente

Arquivo particular

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Livros recomendados .

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (XLVIII)

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Foi um dia cansativo; Deus observava com desânimo a sua criação e lamentava-se. «A humanidade cansa-me tanto. Que aborrecida é toda esta gen...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (XLVII)

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Viviam juntos desde sempre. E o cão já o conhecia tão bem que conseguia antecipar os seus movimentos e acções. Dizia com frequência aos vizi...
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