a gaveta do paulo

[2005 - 2026]

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXXI)

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Toda a gente conhecia o seu relógio. E porque as pessoas se habituam a tudo, também se habituaram aos apitos; o relógio podia tocar a qualqu...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXX)

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Chega finalmente a casa. Senta-se no seu cadeirão em frente à janela e olha o céu azul, as nuvens ocasionais; depois, chora. O funeral foi q...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXIX)

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As pessoas chegam e acomodam-se confortavelmente no parque escuro e tranquilo; é fundamental que esteja escuro e que seja impossível as pess...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXVIII)

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Por vezes, apareciam visitantes. Ele abria-lhes a porta e depois deixava-os à vontade, para que pudessem circular entre as diversas salas e ...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXVII)

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Olham-se quando entram no autocarro e fingem não se reconhecer. Depois, ambos mudam de ideia - quase, quase em simultâneo - e saúdam-se timi...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXVI)

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Sim, conhecia linguagem gestual. Mas preferia andar sempre com um caderninho e escrever nele o que queria dizer; gostava de desenhar as letr...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXV)

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«A democracia é o mais perfeito dos sistemas. Porque é o único que permite que cada pessoa participe convictamente na eleição de alguém que,...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXIV)

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As duas amigas estão na praia. Uma delas fala muito, mudando constantemente de assunto: blá-blá; a outra vai respondendo: hum-hum. O tempo p...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXIII)

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O avô dá um abraço à neta. Quando o faz, não pensa no futuro, nem em mais nada. Os abraços são isso mesmo: uma suspensão do pensamento. Se t...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXII)

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As pessoas chegam e acomodam-se confortavelmente no parque escuro e tranquilo. Olham as estrelas e permanecem em silêncio. Por vezes, alguém...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXI)

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Foi declarado um génio. Património vivo da humanidade. Nunca ocorrera na história do planeta que tanta gente se comovesse de forma tão genuí...

Bastidores

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Fotografia: Cristina Vicente

Duas plantas com pouco juízo (LIX)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...

Livro de parede

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Livro de parede - 5º encontro Um projeto de Paulo Kellerman, em parceria com a União das Freguesias de Marrazes e Barosa e as/os amigas/os d...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXX)

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Apenas tinha um espelho, que estava na casa de banho. Olhava-se nele duas vezes por dia, depois de se levantar e antes de se deitar. Exceptu...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXIX)

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Pediu um caderno à mãe; duas semanas depois, pediu outro. Só quando ia no quinto mostrou à mãe o que andava a fazer: escrevia números em ext...

Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXVIII)

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Era um grupo quase secreto. Juntava pessoas que por algum motivo já tinham sido forçadas a transportar nos braços uma criança morta. Reuniam...

Duas plantas com pouco juízo (LVIII)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...

10 anos a fotografar palavras

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Fotos: Gil de Lemos

Duas plantas com pouco juízo (LVII)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...

Duas plantas com pouco juízo (LVI)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...

Duas plantas com pouco juízo (LV)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...

Duas plantas com pouco juízo (LIV)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...

Duas plantas com pouco juízo (LIII)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...

Duas plantas com pouco juízo (LII)

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As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuv...
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