Duas plantas com pouco juízo (XXXV)

As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuvens que passavam, espreitar a lua cheia. Estavam quase sempre em silêncio, mas por vezes diziam coisas uma à outra. Por exemplo: «Uma coisa te garanto, minha amiga. Nunca mais me caso pela igreja. Os nossos direitos regrediram muito desde que veio este papa.» E riam.