A tempestade foi devastadora.
Toda a região está num estado caótico, destruição visível por todo o lado.
Ainda não há energia eléctrica, nalguns sítios serão precisas semanas até que as casas voltem a ter luz.
Durante quilómetros, apenas escuridão, aldeia após aldeia.
Nenhum vestígio de iluminação.
Como se o mundo estivesse apagado.
Até que de repente, numa curva acentuada, surge à beira da estrada uma casa que tem luz nas janelas.
Algum afortunado com gerador.
Um afortunado que aprecia o natal: daquelas pessoas que colocam iluminações natalícias no exterior da casa, linhas de luz a acompanhar as linhas da casa.
Quilómetros de escuridão, e de repente um oásis de luz.
Luz natalícia.
Talvez seja estupidez, talvez seja esperança.
A linha entre ambas sempre foi muito ténue.