Ideias registadas em cadernos e que ainda não serviram para nada (LXXXV)

A mesa caminhava distraidamente pela cidade. Desviava-se das pessoas que enchiam os passeios e respeitava os semáforos das passadeiras, apesar das luzes verdes e vermelhas apenas terem símbolos de seres humanos e não de mesas; ainda assim, sentia-se incluída. Como sempre, pensava em formas de conseguir concretizar o seu maior sonho: andar de bicicleta. Foi então que o tigre saltou do interior de uma paragem de autocarros e a despedaçou; nem teve tempo para dizer ai.