Duas plantas com pouco juízo (LII)

As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuvens que passavam, espreitar a lua cheia. Estavam quase sempre em silêncio, mas por vezes diziam coisas uma à outra. Por exemplo, uma dizia: «Sabias que tal como as pessoas, há plantas que acham que são da realeza?» A outra respondia: «Ai sim? E não cagam como nós?» E riam.