"E os sonhos foram desaparecendo, substituídos por outros. À medida que a idade avança os sonhos diminuem de ambição, de ousadia? Talvez os sonhos também envelheçam, tal como o corpo envelhece. Talvez os sonhos também tenham cancros e acabem por morrer em agonia. Será que percebemos quando os nossos sonhos morrem? Os seus restos mortais permanecem em nós, certamente; para onde iriam? Os sonhos estão presos dentro de quem os alimenta; tal como qualquer órgão vital do corpo. Ou talvez os sonhos nem sejam um órgão assim tão vital. Contudo, quando morrem permanecem dentro nós. Nossos prisioneiros. Ou seremos nós que somos prisioneiros de sonhos mortos?"
Aviões de papel
2020