Uma mulher escreve um diário durante décadas. Quando perde a capacidade de escrever, por não conseguir controlar os tremores das mãos, decide interromper a escrita. Mas não abandonada os diários. Pelo contrário: passa os seus dias a reler pedaços do que escreveu, escolhendo ao acaso entre os muitos cadernos que preencheu ao longo dos anos. A recordar. A reviver. Tal como os seus colegas do lar passam os dias a ver televisão para se distraírem, ela entretém-se com o que foi a sua própria vida; como se visse uma telenovela de que foi protagonista.