Um recluso passa vários anos na prisão, sendo sempre tratado pelo seu número. Quando é libertado, fica chocado quando é chamado pelo nome, que não está habituado a ouvir e do qual se distanciou. Percebe que a sua identidade passou a estar associada ao número pelo qual era conhecido e nomeado na prisão. Pede para continuar a ser chamado desse modo: pelo número que se tornou um espelho da sua identidade. Este pedido não é compreendido por ninguém, sendo ridicularizado. Mas isso não o impede de iniciar uma luta pelo reconhecimento da sua especificidade enquanto pessoa, que passa por ser chamado pelo nome com que realmente se identifica: Quinhentos e Trinta e Sete.