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Depois do sexo e antes de adormecer, citam-se os clássicos (III)


EU: Amas-me?
TU: Claro. Duvidas?
EU: Não, não duvido. Mas estava a pensar numa frase do Dostoievski, que não me sai da cabeça.   
TU: Qual? EU: Aquela em que diz que a verdadeira verdade é inverosímil, é preciso acrescentar um pouco de mentira à verdade para lhe dar maior plausibilidade. 
TU: Queres dizer que não basta dizer que te amo?
EU: Preferia que dissesses que me amas muito. O “muito” seria excessivo, talvez mentiroso; ou seja, daria credibilidade ao “amo-te”.
TU: És muito parvo, tu.
(Risos.)



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