As duas plantas permaneciam no seu canto há meses. Não se queixavam porque viviam perto da janela e podiam olhar para o exterior, ver as nuvens que passavam, espreitar a lua cheia. Estavam quase sempre em silêncio, mas por vezes diziam coisas uma à outra. Por exemplo: «Ninguém me convence de que as pessoas precisam mesmo de cagar todos os dias. Cá para mim, fazem aquilo com tanta frequência porque têm gosto nisso, não sei se me entendes.» E riam.